FREDY - diário de um ato(r)

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em edição

terça-feira, 14 de agosto de 2012

email para REDE TV

Escrevo sem pensar, mas a partir do que acredito e sinto agora, na ação. Meu coração desnudado (C.B.) Bom dia. meu nome é Fredy Állan... e pra me introduzir no universo de vcs e estabelecer logo uma comunicação digo que fiz o personagem Zequinha do castelo ra tim bum. Eu não sei em que dimensão essa mensagem será lida, porque envio de dentro do site, lugar que vcs proporcionam ao publico opiniões (mas sabe lá se isso ou quando isso será lido)… Tendo em vista um programa (Manhã Maior) que escolhe nomes que trabalharam na TV nos anos 90 para debater temas que dizem respeito à cabeça de ervilha de alguém que faz pauta... e alguém que escolhe os caminhos mais fáceis, como pesquisa e opção temática para aumentar audiência. Meu nome como já disse é Fredy Állan e tive o infortúnio de ao acordar cedo, hoje, dia 14 de agosto... ao iniciar meu dia, meus estudos, me vejo no seu canal, Rede TV, no programa Manhã Maior… Vi as apresentadoras Daniela Albuquerque e/ou Regina Volpato me relacionado a outros jovens e crianças que nunca tiveram e nem tem relação com o universo que escolhi pra minha vida - fique claro que escrevo e falo assim sobre eles, pq a partir do momento que vc diz em uma matéria sobre jovens da mesma época, seria de se esperar que eles se relacionassem entre si o; que não é o caso- mas a partir do momento que criam uma geração e delas atribui valores, delicados, e que a mim não dizem respeito, não neste lugar que vcs me colocaram, sou forçado a dizer o que sinto e vivo a partir de minha própria experiência, esperando que outros que não levam e não são o que a matéria de vcs declarou se mexam. Aqui vou falar com a pessoa que faz pauta, o diretor, o apresentador desse programa e desse canal. E saibam que são ícones de como funciona todo esse sistema de jornalismo, e que muitos jornalistas dirão para mim que isso não é jornalismo. Talvez não seja mesmo. (Então o que é?) Vi meu nome sendo relacionado e fazendo parte de um debate… vi minha carreira sendo falada a partir de "opções" que dizem respeito a "fama", "dinheiro", "frustração"… Enquanto a opção de minha vida desde antes de Castelo Ra Tim Bum que foi e é o teatro (pelo simples fato que tive uma diretora que me introduziu no teatro dos anos 90, o teatro paulista, acompanhei espetáculos do Teatro Oficina onde fui trabalhar depois durante 10 anos, Caca Rosset, Parlapatões que também trabalhei…) E ver meu nome relacionado a um tipo de gente, ou melhor, um tipo de artista que apenas está em busca de "fama" me deixou mais que indignado... indignado não fico, pois abomino sentimentos pequeno burgueses... Mas me admira que pessoas com responsabilidades para formar opiniões ao fazer e introduzir uma matéria façam uma pesquisa tão pobre, e tão rasa sobre seres humanos. Não sei sobre o destino nem as causas que fizeram aqueles jovens não estarem na mídia e como vc falaram "sumir". Mas eu não me sinto nem um pouco relacionado ao universo do qual vcs me colocaram, pq nunca busquei a fama nem o reconhecimento como finalidade. Sou um ATOR, de teatro, e minha busca é o encontro com o olímpo de Dionísos que é o publico na arte do encontro. Meço o sucesso de meu trabalho a partir da emoção provocada no publico presente. Os que assistem um espetáculo meu ou quem me reconhece por exemplo de Zequinha na rua e se aproxima de mim em outra instancia que está mais pro meu teatro do que pra sua televisão. É uma falta de respeito da parte de sua rede de tv, e seus "jornalistas" colocarem nomes e abrirem temas ignorantes aos seres citados. Abomino a opção que vcs fazem para o publico apresentando duas categorias de artistas, os famosos e os não famosos. Saibam, eu sei, existem essas categorias, que vcs impõem, pq vcs precisam disso. Mas a vida de um ator, ou de um poeta existe a partir de como ele se relaciona com os elementos criadores da vida, e suas potências, e isso vcs não sabem, pois vcs são operários que colocam a comida processada dentro de uma lata e a lacram. Quando vcs me colocam como alguém que "só" faz teatro (isso foi dito na locução quando apresentaram exemplos de crianças artistas mirins), vcs reduzem, não a mim ou meu trabalho, que completa 20 anos de palco com prêmios e peças de sucesso compratilhada com outros grandes atores dos palcos…mas vcs afirmam a ignorância de vcs deixando seu publico ignorante apenas para colocarem temas pautados em ibope. É uma vergonha a televisão brasileira! Pq é feita por pessoas, jornalistas, que acessam um google escolhem fotos e dizem o que quiser sobre os outros...esquecendo que a vida não é fama e reconhecimento...mas um trabalho duro e incessante sobre cultura, em seus âmbitos político cultural social. Eu me preocupo com isso, pois trabalho sobre essa matéria viva que é o publico vivo...eu quero e faço parte de artistas que formam públicos vivos...e vcs apenas mortos, com sentimentos reativos de homens burgueses e atrasados. Tenham respeito pelo artista de teatro! Pelo ator que luta pelo desenvolvimento econômico relacionado a cultura e o acesso da população à cultura, que é o acesso e domínio sobre o próprio corpo, pra que não corram os riscos de acreditar no que instituições dizem, como vcs dizem, vcs são uma instituição e não gente, menos ainda artistas! Ou melhor, vcs são, sim, artistas, de instituição, de organismos! Longe de seres livres. Uma águia que sobrevoa, arrevoa e sobrevoa… e Quanto mais alto… mais seremos esquecidos...e meu vôo é alto. Tenham respeito se não com minha pessoa, com minha arte, que não é mídiatica. Ela está mais pra uma raiz de bambu, um xique xique, um mandacaru em resistência...porque ao contrario da cabeça artística de vcs que pensam o ibope eu penso em transformar a rocha estéril em solo fértil. Vocês e seus temas são uma vergonha para o futuro e os jovens que assistem seu programa e seu canal. Quantas coisas vcs poderiam fazer. Mas apenas atrofiam outros seres por temas que nada dizem respeito pelo menos à minha pessoa. Não faço meu teatro em oposição à vcs, ou ao jeito que pensam, ou `instituição. Faço teatro para o público. Pois o público me importa. E não responder à vcs. Como me obrigam agora. Vocês cortam os braços e pernas da juventude, jáa que os velhos nada vão fazer mesmo. Não vou ficar falando aqui o que faço, onde atuo, o que tenho feito nos últimos 20 anos que sou ator...pq de vcs, no âmbito em que vcs se colocam para falar de arte não me interessa...apenas me proporcionam a experiência do asco, e de tudo que não quero pra mim,pro meu teatro, pro publico, e pro futuro daqui cem anos. Sei que vcs entenderam tudo aqui. Mesmo com meu português ruim. Preferia escrever outras coisas pra um canal que tem a capacidade de alcançar populações...mas essa dimensão vcs não tem, ou não respeitam quem está do outro lado. Então sou obrigado a usar da linguagem fraca de vcs para exigir respeito ao meu nome que de nada vale se for olhado pelo seu prisma. Meu nome sou eu em ação. Como dizemos no teatro MERDA!!! Que Afrodite ative seus órgãos sexuais pra vcs trabalharem no plano do desejo. E não no plano do comércio. MERDA Fredy Állan

quarta-feira, 16 de março de 2011

Um VÔO SÉRIO - sério= ser + io = ser eu

São Paulo 16 do 3 de 2011

Centro de São Paulo


Eu repudio e me envergonho da reeleição de Barroz Munhoz como presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo.

Ele é acusado de desvio de R$ 3,1 milhões quando foi prefeito de Itapira.

E só para piorar, o PT com maior bancada, deu todos os seus votos pro pássaro bicudo.

E dentro desse quadro anestésico, surge o “Movimento Endireita Brasil”. Liderado por jovens de minha geração. O movimento tem por objetivo fortalecer e reafirmar a ideologia de “direita”.

Ou seja,

Os partidos não se importam mais de seguir coerência em suas realiza-ações que estariam profundamente ligadas a sigla, que por sua vez, são símbolos nomenclaturas de uma posição política, a ser seguida e militada a favor do povo.

Cada político vai e vem de partidos, criando outros, burlando o sistema eleitoral, esquecendo a população, que anda ensardinhada no trânsito abismal da cidade, dentro dos ônibus, carros, ou quando não estão boiando nas avenidas e ruas. Sem falar em educação e afins em SP.

Alguns podem afirmar que, de uma certa forma é interessante o movimento desses jovens. já que temos um vazio ideológico. Mas acredito que o vazio ideológico é a falta de estímulo de dar para o povo o poder e conhecimento sobre a vida, e compromisso da continuidade. E é dessa posição alienante do povo que alimenta essa ideologia de direita. É fácil entender dentro do vazio político porque alguns querem retroceder a política do país, afirmando e querendo a “direita” como caminho.

Devemos fazer a vida melhorar. Ação que deve partir de todas as esferas sociais.

Mas essa é a última preocupação de políticos ou dos militantes de ideologias ultrapassadas... Mas, os netos da ditadura não querem perder o seu pedaço na torta.

Precisamos de novas categorias, já disse Oswald de Andrade.

Socialismo, democracia, liberal, etc? E tudo na mesma sigla.

Porque não voltar a antropofagia radical?

Comer os fortes.

Mas esses tem carne branca, suada e gordurosa.

Como resolver?

Talvez terremotos, tsunamis que levem todos esses políticos e ideologistas retrógrados, ao invés das populações?

E nós artistas vamos ficar fazendo movimento ou movimentar de verdade nossas técnicas com o conteúdo da atualidade?


Fredy Allan
ator e vivo

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Barricadas - Fredyn

Adolescência - Fredyn