FREDY - diário de um ato(r)

traduzindo
em edição

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

aventura para a Universidade Antropofágica Bixiga-Cinelandia



Aventura para a Universidade Antropofágica
Sair da alienação da função empregatícia
Aos homens calmos e ativos e não re-ativos



“Agora seu rosto se inflama / com esta juventude que jamais nos fugiu, / Com esta coragem que, cedo ou tarde, / Vence a resistência de um mundo inerte, estúpido, / Com esta fé que sempre mais elevada / Avança intrepidamente ou se curva ligeiramente, / Para que o bem aja, cresça, sirva, / Para que chegue enfim o dia dos nobres.”
G.

É muito importante que todos consigam realizar nos corpos a revolução da educação. Revolução do sistema de ensino, para um de troca. Da forma de obter conhecimento. Revolução não é o algo subterrâneo acontecendo escondido pra se fortalecer. Revolução é revolução, como diz Ernesto Guevara, e tem que estar em praça pública, de abscesso aberto.
Então indivíduos, Sacis, - saci é cupido, é o éros Brasileiro - os que se dispõem a dizer, pensar, fazer praticamente a universidade antropofágica, terão que se autor virar. Chegar no topo de sua montanha e ainda escalar a própria cabeça.

Esse é o primeiro momento. Marco zero.

Fóra com a cultura dada, que somos acostumados, a “cultura utilitária”.
Iniciamos um marco zero, que é o da universidade.
É preciso ir no cerne.
Nos indivíduos.
Descobre-se o que é UNIVERSIDADE;
UNI da unidade;
o uni-verso.
Versos das unidades de comunicação
para outros universos
vivendo outras universidades.
Todos uni-versos.
Fazendo do corpo do homem não uma máquina de espera, de mofo, de reflexão, bipolar, historicista. Mas de ação. De planetas. Cada corpo um cosmos, uma galáxia.
Óbvio, nesse processo de descoberta a descoberta é o poder em si, por trazer alegria da emoção das descobertas. A alegria dos que não sabem e descobrem. Aqui Dulcina e Oswald dão-se as mãos.
Então não devemos nos reduzir à funcionalidade; a uma função que o desejo ou o instinto nos deu. De que natureza? O caráter é feito na descoberta da história e da feitura desse filme. Isso ficou claro quando nas ocupações no Dulcina cada vez mais tínhamos que ter uma responsabilidade e conhecimento da história do teatro, conhecimento político mesmo, pra poder ativar aquele espaço. Não bastava - ia ficando claro - apenas ir pra porta. Assim cada um descobriu em seu corpo o poder de renascer outro corpo. Se não virou outro corpo, pelo menos viu, conseguiu ver a projeção.
E sem estrutura, sem material, na rua. Começando do Zero.
No Bixigão, há material, há uma casa, há outras pessoas para o phoder de trocar. Portanto é imprescindível que cada um se liberte de algumas amarras, e vá pra conquistas de um vôo próprio, sozinho. Sozinho não no sentido Americano imperialista, do faça por si mesmo e se terá a conquista. Porém vôo de antropofagia, de digestão, mais no sentido da aventura exogâmica, como dizia Oswald de Andrade e Osvaldo Costa. A aventura individual dentro do coletivo. É preciso ser uma unidade produtiva para isso.
Unidade Produtiva.
Em outras palavras, o indivíduo que não é somente um repositório para as idéias dominantes de uma época; ao contrário, a sua virtude reside exatamente em que ele pode efetivamente, das entranhas, pensar a sua própria experiência e produzir a partir dela novas visões e manifestar novos comportamentos.
Como ator, na busca do trabalho virtual com meus parceiros, não poderei, nem poderia ficar esperando e apenas refletindo como seria a edição de nossos filmes se alguém editasse. Não. Foi preciso que eu senta-se a bunda na cadeira enche-se o saco do Yoda pra logo depois poder me livrar, tornando-me unidade produtiva de qualquer coisa ligada à vídeo na Casa-Bixxigão. No Ponto esse é o Ponto. Posso praticar meu estudo pessoal de ator, ao mesmo tempo fazer caminhar a parte de vídeo do grupo, óbvio não só editando, mas pensando e refletindo na ação minha atuação e encenação, fazer outras edições para o Bixigão ou qualquer outra coisa. Não me torno um editor. Torno-me um atuador que está dilatando a questão do ator. Estou estudando. Be-actor. Be-actriz. Beatriz. Que se resume não apenas em falar decorar textos. Não! Mas a expansão da informação da comunicação em linguagens ainda hoje virgens, novas, indefinidas... por isso frescas, saborosas, sem formas. Corpo sem órgãos.

O mesmo para músicos, produtores e o que for.

Porque isso? Essa independência? Não nos fará perder a qualidade?
Mas respondo perguntando: qualidade de que? De que padrão? Temos que sair do estado de escravidão, da relação de empregado, da relação medíocre que começa na escola. Da pirâmide. Do padrão.


Nietzsche aponta os vários obstáculos que a ‘cultura utilitária’ da sua época antepunha à ‘autêntica cultura’.

Em primeiro lugar, o ‘egoísmo dos negociantes’, com sua máxima que reza: ‘quanto mais cultura, mais produção, mais lucro e mais felicidade’, quer dizer, é preciso formar para que a cultura faça ganhar dinheiro e o dinheiro faça feliz.

Em segundo lugar, o ‘egoísmo do estado’, cujo objetivo é formar para adequar estudantes às instituições existentes, ou seja, integrá-los através de um aprendizado adequado e de uma profissão oficial para assim gerar conformidade neles.

Em terceiro lugar, o ‘egoísmo’ dos entediados e torpes que buscam na ‘bela forma’ um modo de se consolarem do conteúdo de fealdade que encontram em si próprios.

Finalmente, o ‘egoísmo da ciência’ dos ‘servidores da verdade’, isto é, dos eruditos conformados que detestam lidar com o sofrimento e cuja aridez, estreiteza e vulgaridade do pensamento os levam a odiar também e por isso a filosofia.

– Em suma: nem os negociantes, nem os funcionários, nem os eruditos, nem os filisteus da cultura podem de fato compreender os fins de uma cultura autêntica, exatamente porque estão comprometidos com objetivos que são totalmente estranhos e contrários a ela. De fato, a elevação da cultura exigiria, segundo Nietzsche, novos objetivos, novas instituições e uma revisão total das noções que até então orientaram a promoção da cultura: quer dizer, exigiria lutas e combates inauditos.

O único meio de superar estas condições adversas da idade moderna a uma cultura autêntica e superior – Antropofágica - só pode vir do exercício da reflexão filosófica, do estudo da filosofia, não certamente a filosofia que é destilada nas universidade e nos estabelecimentos de ensino em geral, mas uma filosofia que seja a manifestação direta e sofisticada da natureza que quer tornar a existência inteligível, para que somente assim ela própria seja redimida da sua cegueira e da sua loucura nos homens extraordinários e superiores. Cultura como fruição da vida. Não como reação ao sofrimento, à dor, a cultura como resistência. Mas como fruição da existência.
A primeira e principal exigência da filosofia é a ‘liberdade’: liberdade diante do Estado, da economia, da religião, enfim dos valores estabelecidos e dominantes, uma condição que, segundo Nietzsche, estava totalmente ausente nas instituições destinadas à educação, uma liberdade que só pode ser alcançada na luta contra os baluartes da mediocridade e os seus seguidores, uma luta que precisa ser travada exatamente numa época que parece não dar mais qualquer importância à liberdade e à reflexão filosófica.
Agora.
E parece prosseguir no Brasil, a mesma cabeça, a mesma forma de relação social sobre a produção da cultura. Por isso é preciso desalienar-se como artístas, educadores, ser segmentado. Que tem uma função simplesmente. Aqui está o limiar para uma aventura exogâmica, ou o da alienação do indivíduo na massa, em grupos, ou do individualismo ignorante ao movimento do vivo, ao ‘paul do movimento’. Expandir o poder da transformação. Do encontro para manifestar novos comportamentos. Jamais esperar. Ninguém espera ninguém. Unidade produtiva em aventura exogâmica.
Nesse passo, a casa do Bixxigão é base de treinamento, aprendizado, pra descobrir o sentido da seta apontada; de arco ainda frouxo. Tese o arco encontre um alvo; solte. A universidade Antropofágica. A caça. Medo? É o feto na vida aquosa da geração. Sentimento inaugural. Novos comportamentos.
Unidade produtiva. Já. Na Agora.

Se não o passo vai ser difícil de dar.
E do avião decolar.

Não.

Coração aberto para o panorama de análise.

MERDA

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

P.I. - 2

Qual o medo
que trava é essa
de falar
mesmo,
com quem estiver?
Insegurança do texto?
Ansiedade?
Ine’x'periencia?
Falta de cara de pau?

Ah!
Se colocar.

Talvez seja esse
o medo no teatro em geral,
e generalizado.
As pessoas que fazem
não terem coragem
de se colocarem mesmo.
Sem crítica
de bílis mesmo.
Mas porque?
Porque dói?

Vou meditando.

(ensaio de Cacilda!! sobre o foco do ator no olhar)
visite tbm
www.movimentodulcynelandia.blogspot.com
e
http://blog.teatroficina.com.br/

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

P.I.

P.I.
Se conhecimento fosse…tudo.

Quanto mais embasamento, conhecimento, de mil formas, sobre a situação, o tema da peça, a personagem, mais o ator pode tomar uma atitude mais refinada para se chegar não a uma forma perfeita mas, para que o texto esteja vivo na ção e em ação possa ser colocado. Para cantar, tocar, atuar, falar, tudo que for da produção viva para comunicar: Teatro.

Isso e ir para a prática; que irá demolir tudo isso.
Desmoronas na ação.

Fredyn
(CACILDA!! Sobre a música-fala-cantar para esse teatro em busca e emoção das descobertas)

http://blog.teatroficina.com.br/
www.movimentodulcynelandia.blgopsot.com

domingo, 12 de julho de 2009

AFIRMAÇÃO FIRMAÇÃO



Zé afirma, tem que ter o desejo.

Tem que ter.

Mas desejo para o teatro basta?
Pergunto de coração aberto.

O teatro pede toda a superação
-super-ação-
da nossa pessoa, do nosso ser, para um DOUM.
Abandonar, entregar e reassimilar coisas
não são tão simples;
são bem doloridas.
Assim é de se acreditar
que o desejo não sustenta.
Desejo do que?
de um lugar comum, bom, alegre?
Ele não está em um lugar desejado; ele está na ação.

“...Contra toda a prudência e o bom senso”

Essa peça poderia tratar do desejo, evocar os desejantes;
então escreveria aqui toda a força de ligação que tem a peça com o trabalho do qual sou amante – Dulcina - e que é uma continuação ou extensão, ou mesmo algo que faz parte da questão real que a peça traz no todo e que não sei explicar ou dançar por não saber o roteiro dela, ainda e etc.
Porém

Acredito,
-na impressão desses quatro dias-
a peça ou esse momento para montar,
não pedir o desejo.
Ela coloca em 'questão' o desejo.

“Dos teus desejos claros, a senhora entende,
do contrário não teria impulsos.
Cabra cega sem rumo.
Olho sem tato.
Tato sem vista.
Ouvido sem mão, nem olho
O próprio olfato
a parte mais decente de qualquer sentido
não pode se extraviar tanto assim!
Inferno! Rebela-te!”

Ela pára no valor do desejo.
Tanto que a atriz,
está a vagar pelos teatros,
pelos lugares,
vivendo seu vôo da busca e
da emoção das descobertas.
Nosso foco é seu foco;
e ele está no final da peça;
como teremos que começar.

Olhando o fato
Sem a época, a história
fica o encontro do teatro a ser feito e que será.
E assim devíamos partir,
é um chamado.

Sinto, senti,
muita falta da questão do entorno do Oficina,
do teatro de estádio,
até mesmo da universidade,
dentro da dramaturgia.
Mas se partimos do final como sub-texto,
o teatro que queremos e que será feito,
então pronto,
temos o primeiro estado nosso para atuação.
Se a peça , como diz Marcelo,
dá a impressão de ser de um grupo,
não parece ser um grupo 'de' teatro,
mas um grupo 'do' teatro.
A questão é :
qual teatro que queremos?
E daí descobrimos o teatro em que estamos.

Ao mesmo tempo o teatro que queremos,
que se 'deseja',
é o teatro que se precisa;
digo o teatro que 'se precisa',
no sentindo linguagem ou estética,
mas antes
de força para o que é o teatro,
-e que dará a linguagem e/ou a estética-,
de cada hora ter que estar e passar por lugares;
e como você carrega isso
contribuindo pra aquilo que se chama
TEATRO. Ter público. E enfim, Comunicar. Encontrar.

Assim senti para começar essa peça,
para esse mais que desejo
a 'coragem' de montar
essa peça que fala dessa formação
de auto elevação,
auto escalada sobre si mesmo.

Esse grupo pode ser mil ou seis,
mas o acordo comum é o trabalho
para o teatro,
eterno,
e daí sim todos se colocam,
e começa o jogo!

Toda a peça soa a fala da 'resistência'
pra essa coisa chamada Teatro.
E quem vive e coriféia e propõe o olhar sobre o teatro
é Cacilda.
É dela a nossa câmera-visão.
Ela foi. Esse impulso vis a tergo pegamos
E vamos com ela

Como se fosse uma imagem mais ou menos assim:
Existe
o Teatro.
Imagina a legião desse teatro vivendo-agindo coro!
E de repente
um indivíduo vai traduzir o teatro para aquele momento.
E quem desponta desse coro,
dessa legião,
desse qorpo-coro-santo que mantém o teatro
é
CACILDA,
poderia ser outras atrizes do teatro,
mas não
É
CACILDA!!!
Ela desponta-destaca dessa legião-qorpo-coro-santo
contínua com o teatro,
esse corpo-santo que vive o que ela caminha e percorre,
e vive de ser mesmo,
de ser CACILDA,
do coro de ser, prédios, outros personagens
que despontarão também dessa legião.

Por isso é uma peça de coro se fizermos o corpo se tornar santo mesmo.
De coragem de resistência por passar internamente o percurso da coriféia
representante de uma música já feita do teatro
e que revivemos não como um quadro
pra se emocionar com ele,

se identificar

mas pra agir sobre ele;

'sobre' no sentido de estar en-cima mesmo!
De pegar! De chegar!
É a peça do teatro que precisamos hoje.
É a peça que fala dos atores que precisamos hoje.
Ou que teremos amanhã.
De novo!!!!!

Não basta apenas atuar na peça
cumprir seu papel porque tem patrocínio ou qualquer outra coisa.
Realmente
É o princípio
E assim o movimento real pela busca do Teatro que se precisa,
se mostra depois do desejo...
Que é concreto,
basta olhar dia a dia a destruição do entorno do Oficina.
Que algo mexe.
É peça de universidades.
De cacildados, dulcinados, jacintados ou o que for
e pra rebelar-se contra os 'ados'...
mas como jogo.
Máscara. A luta é para o teatro hoje.
Mais que traduzir a peça belamente,
Buscar em expressão a ligação do teatro mesmo,
desse grupo.
Desse encontro.
Que então coloca o desejo em outro lugar
sai do indivíduo
e o desejo terá
que ser simplesmente
de se desejarem
Para fazer a escalada juntos.
Que seja esse nosso te-ato.
Assim colocaremos a peça de teatro num estádio,
pois a coriféia a música a íris
CACILDA,
veio desse qorpo-coro-santo .

Como quando ANA colocou e propos o cabra-cega,
porque a produção,
o líquem estava sendo feito na concentração.
A ponto dela despontar!!!
Ressuscitar!
Como vyu
Syl;
e é essa sacada que fará a peça ser de coro,
ser musical
de jogar de ser de estádio mesmo,
de universidades livres...
Ser leve e ser bela!

Não importa coletivamente, se pra mim é importante saber que algumas peças que CACILDA fez foi Dulcina quem fez primeiro...não importa...não importa!

O que importa
somos nós
passando por essa peça,
e passar por essa peça é buscar o teat(r)o novo,
de formar mesmo;
não escolarmente, universiotariamente...
Mas de predisposição pro TE-ATO mesmo.
Pra brincadeira. O nosso sério do teatro.
E não há concentração conquistada que irá morrer se for encontrada.
Não há cansaço que fará a cabeça falhar.
Pois o cansaço está no próprio teatro que deve ser superado.
Duzentas ou vinte páginas, 3.200 de altura
é a ligação que vai traduzir.
Então vamos traduzir e fazer o teatro hoje,
refleti-lo mesmo,
politicamente, artisticamente, moralmente...
é comilança.
uma revisão
uma parada no valor dos desejos.
A bifurcação da estrada da vida.
Qual teatro?

E cantar né (?)
esse prazer (!)

To apaixonado
de encontrar
uma peça que traduz
a luta a ser
e sendo
feita.
A peça da atriz
do atuador
que vai olhar o entorno.

Prosa de subtexto de um primeiro passo interno

Há a força do teatro, e o teatro hoje.

Morto?

MERDA

impressão prosa declaração de amor dessa leitura
com tudo de contribuição de todos pra entender
através de CACILDA!!!
esse agora
de volta de novo pro ninho
“Não é loucura
o que eu falo.(...)”
MERDA
Fredynho

aos companheiros de formação!
11/07/2009

domingo, 5 de julho de 2009

SERA QUE ESPERO? DE ESPERANÇA. NÃO. SERIA COMO SE OS LIVROS GANHASSEM SIGNIFICADO SEM PRECISAR LE-LOS.
O ABANDONO SÃO TANTAS E DE TANTAS É TÃO SUTIL QUE ENGANA ATÉ O QUE QUER SE AUTO ENGANAR DE APAIXONADO.
NEM SEI ESCEVER OU PENSAR COMIGO E PRA MIM. MAS PENSO SEMPRE EM MIM. OU EM MIM A PARTIR DO QUE SERIA DE MIM BOM PARA UM JULGAMENTO DO OUTRO. UM LIXO COM NOME PRA SE LEMBRAR DE MIM.

ESPERO DE ESPERANÇA, SIM. MEUS OLHOS ESTÃO TÃO FECHADOS. NEM ENXERGO. AS VEZES SINTO QUE QUERO FICAR ASSIM. ESPERANDO. COMO SE NÃ SOUBESSE O QUE VIRÁ. OU O QUE NÃO VIRÁ. ACREDITAR NA PALAVRA. TÁ TÃO DIFÍCIL. TÃO DIFÍCIL QUE ME FAZEM DESCRER DAS PALAVRAS DE MEUS PENSAMENTOS, SOMBRAS DOS MEUS SENTIMENTOS.
la vem meu companheiro
solidão
http://lh5.ggpht.com/_siY2AmgH-nQ/Si8R3TBEM8I/AAAAAAAAAbE/IxBPpJXuc3g/bodecidade3.gif

domingo, 7 de junho de 2009

DILATAÇÃO 1

1.

NADA PIOR QUE ESPERAR O MELHOR. ESPERAR. DE ESPERANÇA. CADA AÇÃO CADA DEDO NO BOTÃO, CADA CORTE, CADA ENCONTRO. INVESTIR É A MERDA. A META. ACREDITAR. NO PÓS O PÓS. CADA HORA UM PINGO UMA VIRGULA... MALDITA RETICENCIAS.

ARLES

sábado, 9 de maio de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

Escrevo a vocês minha agonia e paixão

truncadamente tento

MERDA

cidades cidades



Uma prosa.

Olá a todos

Serpentinas!!!


Venho aqui para falar com cada um desse email-comunicador.
Envio a vocês essa prosa, pois cada um aqui eu já conversei filosofei sobre o que agora vou tentar falar.
Que é a questão da lei Rouanet nos corpos a se mexerem.
Ou melhor, sobre os corpos a se mexerem para mexer a lei.

Participei a alguns dias atrás aqui em São Paulo da reunião entre MINC, FUNARTE e "trabalhadores de teatro”
que na verdade era uma comissão, onde se dizia serem umas 40 entidades. E ali elas se apresentaram não só como entidades, mas como segmentos artísticos, e cada segmento representavam os grupos envolvidos.
Na reunião falavam em nome da “arte do país” alguns desses artistas e mobilizadores da reunião assim como da ocupação na FUNARTE de SP feita alguns dias antes. - Ocupação que acabou atrasando a reunião sobre os pontos de cultura mas isso fica para o passado. Há coisas importantes que tocarão nela de novo. -

Basicamente, duas coisas; uma é que São Paulo me deixa eufórico e um tanto animado quanto a articulação entre artistas para debater a lei Rouanet, como todos sabem de nível nacional. Isso não vi em nenhum momento no pouco tempo que estive no Rio ano passado. Em São Paulo a discussão vai pro concreto da lei, sua mudança, melhora ou, o que for. Porém uma outra coisa faz cair por terra essa agilidade de mobilização. São esses grupos se intitularem a cultura do país. E é aí que é bizarro. Mesmo que esses grupos sejam por enquanto os únicos a se articularem, eles esquecem que fazem parte de um bem pequeno trecho do país para o que seria a verdadeira distribuição de verba para o país inteiro. E mesmo assim falam e tomam partido da lei como representantes da cultura do país. Você não vê nesse grupo a mobilização de chamado para outros grupos ou até mesmo indivíduos. Pois arte se faz nessas atmosferas. Alguns trabalham em coletivos, outros sozinhos e todos para o mesmo fim - assim espero - que é atingir um público X. E o que mais ouço é “...atingir o entorno de onde atuamos...”. Quem comparecer a essas reuniões logo vê que é simplesmente um grupo dentro desse coletivo de grupos que decidem; porque entendem ou... Acho louvável a liderança, mas, repito, existem várias idéias e novas formas e muitos indivíduos também trabalhando ou necessitando trabalhar através de leis e editais. E como criar coalisão, re-ligação e não movimento(?), porque ninguém se movimenta. Seria importantíssimo se esse grupo que tem mais de 40 grupos e entidades se juntassem para difundir as questões sobre a lei Rouanet aí sim daríamos um salto. Estimular os teatro e grupos do país a se articularem. Mas eu vi e vejo simplesmente um núcleo em busca do seu e para seu núcleo. E o mais importante nesse momento é o país todo se mobilizar, não só pela melhoria da lei Rouanet como para a PEC-150, o fundo da cultura e seus desdobramentos e por aí vai.

Entender melhor. Entender de verdade.
Por isso venho aqui para pedir revogar clamar gritar e dar esse chute para que todos participem.

Conseguir se mobilizar onde estiver para reuniões e entendimento da proposta do MINC para a lei, as propostas que saem daqui de São Paulo... E fazer isso em encontros organizados pela FUNARTE como está sendo feito aqui. A FUNARTE se propôs em São Paulo, através da Ester Góes que dirige os espaços da FUNARTE em São Paulo, ceder o seu espaço na Santa Cecília para discussões e reuniões gerais, todas as áreas, e os segmentos separados; reuniões de busca da identificação do segmento dentro da lei e etc. E não sabendo, volto a questionar o que isso tudo vai ter de positivo se só essa cidade por enquanto, só por esses grupos se articularem e se mexerem. A dinâmica da produção de outras cidades são particulares. As experiências tem de aparecer. Participações. Senão elas ficam na sala de visita. Ou em reclamações em botequins sobre a lei. Não dá pra os artistas na hora de meterem a mão na massa virarem comadres a ficarem em casa lendo seu livro ou vendo tv.

É preciso ir lá, mexer, futucar e contribuir, principalmente contribuir. É um momento bem importante que ganha significado e mais importância quando nós damos a ela o devido valor, e é o valor do nosso "trabalho"; ou melhor, da nossa "criação". Essa lei que irá e está sendo mexida ficará conosco por alguns mais 18 anos. E é agora a hora métrica de botar idéias para funcionar e estimular um revigoramento da lei. Parar de reclamar. Porque também por mais que lutemos sempre teremos os tetos para perdermos o conquistado.

É uma luta maior, de uma amor maior.

É preciso todas as cidades, - pelo menos que inicie com as que tem FUNARTE - reivindicarem reuniões e que a FUNARTE seja um pólo comum de comunicação. Que a FUNARTE encurte a distância dos estados e cidades, criando um fórum de transformação para a Rouanet. Sem a moleza falsa da democracia mas a dinâmica criadora de artistas e o sistema. Sem chororo. Que é o que mais vejo. E os que não reclamam se juntam em blocos monolíticos e que farão a diferença na re-feitura dessa lei entre outras. Nada contra eles, porém a favor de todos artistas.

Nessas reuniões que me propus a participar para encontrar concretamente onde está a UNIVERSIDADE LIVRE, afim de contribuir para o Dulcina, o teatro, como foi proposto pelo Sergio Mamberti e o Marcelo da FUNARTE. - Já que eles não abririam o teatro continuaríamos na porta em parceria com FUNARTE. - Um caminho surgiu. O representante do MINC comentou no momento em que se discutia a distribuição das verbas nos fundos sobre as pesquisas de artistas. "Onde estão as pesquisas?" Pronto; só isso se falou e bastou. É ali nas pesquisas de artistas que nasce dentro da lei Rouanet a possibilidade dessa universidade como Centro de Pesquisas acontecer de verdade; e nasce completamente fora de qualquer plano de educação, nasce na e da cultura. Descobri-la possível dentro da lei estimula outros pontos do sonho. E assim vamos estudar e entender como seria proposto esse fundo para Pesquisas que representam as universidades antropofágica e como ela poderia e deveria estar na ação e não só no intelecto. Que ela contribua ativando espaços públicos e enfim... porque digo isso inocentemente? Porque de um sonho de uma universidade livre no prédio do Dulcina depois e na sua luta, de querer e sempre tentar mostrar a todos que o teatro Dulcina seria um espaço principalmente para a ocupação Manuel Congo que está de frente ao teatro na Alcindo Guanabara, Cinelandia, surge enfim um lugar concreto dentro dessa mobilização cultural que nasce em Sampa e que é e deve ser de todo o país por seus artistas.

E já que a mídia não divulga esses acontecimentos para a sociedade, essa mídia preguiçosa, vamos nós através de nossos meios e órgãos criar pontos de encontro e comunicação afim de contribuir mesmo para esse momento. Sem utopismo. No concreto, no trabalho real, na proposta real, sem o niilismo de artista, da preguiça, da velhice... A velhice não tem idade, tem estado é de lentidão. Vamos botar as energias que temos para não reclamarmos no futuro e ficarmos estagnados sem verba ou instrumentos que diminuam a distancia entre produção e a vida dessa produção.

É estando presente que descobrimos onde e como contribuir.

E só mais uma última coisa que me incomoda profundamente. Os artistas fazem uma reclamação, mas sem propor uma solução; Todos reclamam que daqui a pouco acaba o governo, entra eleição e fu... tudo. - Digo em relação à FUNARTE - Porque nós, não propomos que a FUNARTE tenha um presidente escolhido por artistas, nós? Que a questão partidária passe longe ou numa outra proximidade com esse órgão. Diminuiria a esquizofrenia que existe como quando ao conversar com o artista-presidente Sérgio Mamberti, que está com uma pemba nas mãos, e que no final das contas ainda defende e luta pelo PT. Sem tirar os méritos dele ou de seu amor a isso... mas a favor dele como artista que está lá por acreditar na arte; não esquecendo o estado caótico atual da FUNARTE acentuado também pela gestão anterior; e que mesmo assim está abrindo o órgão e propondo mais do que a simples comunicação e diálogo. Mas uma afinidade de ações próximas de todas as instâncias da FUNARTE que tem como nome uma direção precisa FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES.
Vamos lá
todos nos encontrar cada um em sua cidade
conhecer a FUNARTE
se interar nas mudanças

nos comunicarmos

sabermos das experiências e idéias
e descentralizar o giro da grana.

o país é enorme!

Amor
Fredyn
um aprendiz
bycho carpynteyro

segunda-feira, 9 de março de 2009

http://www.vimeo.com/3553112

INICIO DA CRIAÇÃO DA PEÇA À MORTA ABERTA ON memória de BEATRIZ
Essa é uma chamada.
Na peça é quando entra S.Oswaldo antes do início da peça, entre o Hierofante e o início.
Ele entra apresentando e dizendo da importancia dessa peça na vida dele e como ess apeça re-nasce hoje pelos guerrilheiros sacis.

Começamos o que chamamos de ENSAIO, que é esse vídeo abertura da memória da personagem principal da peça BEATRIZ.
aqui vc vai acompanhar a montagem da peça pela memória da personagem que se encontra em pedaços como um boneco virtual no 1°quadro, na encenação.
Veja o vídeo teste chamada para A MORTA e leia o texto da peça.

Para a próxima semana iniciamos o COLAR TRUNCADO a memória da Be-Atriz
que é todo o vídeo do primeiro quadro, vídeo não! MEMÓRIA.

o texto encontra-se no blog do movimento dulcynelandia

aproveite para saber o porque a morta o que dulcynelandia quem é dulcina

movimentodulcynelandia.blogspot.com

breve!!!!!
"COLAR TRUNCADO" - a memória para os 100 anos da Beatriz

imagens filmadas em CANUDOS- RIO DE JANEIRO - SÃO PAULO

por

Ava
Kim
Camila
Mariano
Lukash
Fredy
Yoda
Acauã
Alexandra
Barbara
...
e outras imagens de muitos momentos dentro do centenário da atriz Dulcina de Moraes
o vídeo "colar truncado" é uma homenagem a todas as criações em produção viva com o Brasil
os indivíduos o mundo os palimpsestos e todas as comunicações não cortadas com a vida!

amor e humor aos amigos e família
que
contribuindo para a criação da memória de cem anos de teatro projeta mais cem anos.

vídeo em criação
em obras
digestão
assimilação
vivo


ACOMPANHEM

MERDA