FREDY - diário de um ato(r)

traduzindo
em edição

domingo, 12 de abril de 2009

Escrevo a vocês minha agonia e paixão

truncadamente tento

MERDA

cidades cidades



Uma prosa.

Olá a todos

Serpentinas!!!


Venho aqui para falar com cada um desse email-comunicador.
Envio a vocês essa prosa, pois cada um aqui eu já conversei filosofei sobre o que agora vou tentar falar.
Que é a questão da lei Rouanet nos corpos a se mexerem.
Ou melhor, sobre os corpos a se mexerem para mexer a lei.

Participei a alguns dias atrás aqui em São Paulo da reunião entre MINC, FUNARTE e "trabalhadores de teatro”
que na verdade era uma comissão, onde se dizia serem umas 40 entidades. E ali elas se apresentaram não só como entidades, mas como segmentos artísticos, e cada segmento representavam os grupos envolvidos.
Na reunião falavam em nome da “arte do país” alguns desses artistas e mobilizadores da reunião assim como da ocupação na FUNARTE de SP feita alguns dias antes. - Ocupação que acabou atrasando a reunião sobre os pontos de cultura mas isso fica para o passado. Há coisas importantes que tocarão nela de novo. -

Basicamente, duas coisas; uma é que São Paulo me deixa eufórico e um tanto animado quanto a articulação entre artistas para debater a lei Rouanet, como todos sabem de nível nacional. Isso não vi em nenhum momento no pouco tempo que estive no Rio ano passado. Em São Paulo a discussão vai pro concreto da lei, sua mudança, melhora ou, o que for. Porém uma outra coisa faz cair por terra essa agilidade de mobilização. São esses grupos se intitularem a cultura do país. E é aí que é bizarro. Mesmo que esses grupos sejam por enquanto os únicos a se articularem, eles esquecem que fazem parte de um bem pequeno trecho do país para o que seria a verdadeira distribuição de verba para o país inteiro. E mesmo assim falam e tomam partido da lei como representantes da cultura do país. Você não vê nesse grupo a mobilização de chamado para outros grupos ou até mesmo indivíduos. Pois arte se faz nessas atmosferas. Alguns trabalham em coletivos, outros sozinhos e todos para o mesmo fim - assim espero - que é atingir um público X. E o que mais ouço é “...atingir o entorno de onde atuamos...”. Quem comparecer a essas reuniões logo vê que é simplesmente um grupo dentro desse coletivo de grupos que decidem; porque entendem ou... Acho louvável a liderança, mas, repito, existem várias idéias e novas formas e muitos indivíduos também trabalhando ou necessitando trabalhar através de leis e editais. E como criar coalisão, re-ligação e não movimento(?), porque ninguém se movimenta. Seria importantíssimo se esse grupo que tem mais de 40 grupos e entidades se juntassem para difundir as questões sobre a lei Rouanet aí sim daríamos um salto. Estimular os teatro e grupos do país a se articularem. Mas eu vi e vejo simplesmente um núcleo em busca do seu e para seu núcleo. E o mais importante nesse momento é o país todo se mobilizar, não só pela melhoria da lei Rouanet como para a PEC-150, o fundo da cultura e seus desdobramentos e por aí vai.

Entender melhor. Entender de verdade.
Por isso venho aqui para pedir revogar clamar gritar e dar esse chute para que todos participem.

Conseguir se mobilizar onde estiver para reuniões e entendimento da proposta do MINC para a lei, as propostas que saem daqui de São Paulo... E fazer isso em encontros organizados pela FUNARTE como está sendo feito aqui. A FUNARTE se propôs em São Paulo, através da Ester Góes que dirige os espaços da FUNARTE em São Paulo, ceder o seu espaço na Santa Cecília para discussões e reuniões gerais, todas as áreas, e os segmentos separados; reuniões de busca da identificação do segmento dentro da lei e etc. E não sabendo, volto a questionar o que isso tudo vai ter de positivo se só essa cidade por enquanto, só por esses grupos se articularem e se mexerem. A dinâmica da produção de outras cidades são particulares. As experiências tem de aparecer. Participações. Senão elas ficam na sala de visita. Ou em reclamações em botequins sobre a lei. Não dá pra os artistas na hora de meterem a mão na massa virarem comadres a ficarem em casa lendo seu livro ou vendo tv.

É preciso ir lá, mexer, futucar e contribuir, principalmente contribuir. É um momento bem importante que ganha significado e mais importância quando nós damos a ela o devido valor, e é o valor do nosso "trabalho"; ou melhor, da nossa "criação". Essa lei que irá e está sendo mexida ficará conosco por alguns mais 18 anos. E é agora a hora métrica de botar idéias para funcionar e estimular um revigoramento da lei. Parar de reclamar. Porque também por mais que lutemos sempre teremos os tetos para perdermos o conquistado.

É uma luta maior, de uma amor maior.

É preciso todas as cidades, - pelo menos que inicie com as que tem FUNARTE - reivindicarem reuniões e que a FUNARTE seja um pólo comum de comunicação. Que a FUNARTE encurte a distância dos estados e cidades, criando um fórum de transformação para a Rouanet. Sem a moleza falsa da democracia mas a dinâmica criadora de artistas e o sistema. Sem chororo. Que é o que mais vejo. E os que não reclamam se juntam em blocos monolíticos e que farão a diferença na re-feitura dessa lei entre outras. Nada contra eles, porém a favor de todos artistas.

Nessas reuniões que me propus a participar para encontrar concretamente onde está a UNIVERSIDADE LIVRE, afim de contribuir para o Dulcina, o teatro, como foi proposto pelo Sergio Mamberti e o Marcelo da FUNARTE. - Já que eles não abririam o teatro continuaríamos na porta em parceria com FUNARTE. - Um caminho surgiu. O representante do MINC comentou no momento em que se discutia a distribuição das verbas nos fundos sobre as pesquisas de artistas. "Onde estão as pesquisas?" Pronto; só isso se falou e bastou. É ali nas pesquisas de artistas que nasce dentro da lei Rouanet a possibilidade dessa universidade como Centro de Pesquisas acontecer de verdade; e nasce completamente fora de qualquer plano de educação, nasce na e da cultura. Descobri-la possível dentro da lei estimula outros pontos do sonho. E assim vamos estudar e entender como seria proposto esse fundo para Pesquisas que representam as universidades antropofágica e como ela poderia e deveria estar na ação e não só no intelecto. Que ela contribua ativando espaços públicos e enfim... porque digo isso inocentemente? Porque de um sonho de uma universidade livre no prédio do Dulcina depois e na sua luta, de querer e sempre tentar mostrar a todos que o teatro Dulcina seria um espaço principalmente para a ocupação Manuel Congo que está de frente ao teatro na Alcindo Guanabara, Cinelandia, surge enfim um lugar concreto dentro dessa mobilização cultural que nasce em Sampa e que é e deve ser de todo o país por seus artistas.

E já que a mídia não divulga esses acontecimentos para a sociedade, essa mídia preguiçosa, vamos nós através de nossos meios e órgãos criar pontos de encontro e comunicação afim de contribuir mesmo para esse momento. Sem utopismo. No concreto, no trabalho real, na proposta real, sem o niilismo de artista, da preguiça, da velhice... A velhice não tem idade, tem estado é de lentidão. Vamos botar as energias que temos para não reclamarmos no futuro e ficarmos estagnados sem verba ou instrumentos que diminuam a distancia entre produção e a vida dessa produção.

É estando presente que descobrimos onde e como contribuir.

E só mais uma última coisa que me incomoda profundamente. Os artistas fazem uma reclamação, mas sem propor uma solução; Todos reclamam que daqui a pouco acaba o governo, entra eleição e fu... tudo. - Digo em relação à FUNARTE - Porque nós, não propomos que a FUNARTE tenha um presidente escolhido por artistas, nós? Que a questão partidária passe longe ou numa outra proximidade com esse órgão. Diminuiria a esquizofrenia que existe como quando ao conversar com o artista-presidente Sérgio Mamberti, que está com uma pemba nas mãos, e que no final das contas ainda defende e luta pelo PT. Sem tirar os méritos dele ou de seu amor a isso... mas a favor dele como artista que está lá por acreditar na arte; não esquecendo o estado caótico atual da FUNARTE acentuado também pela gestão anterior; e que mesmo assim está abrindo o órgão e propondo mais do que a simples comunicação e diálogo. Mas uma afinidade de ações próximas de todas as instâncias da FUNARTE que tem como nome uma direção precisa FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES.
Vamos lá
todos nos encontrar cada um em sua cidade
conhecer a FUNARTE
se interar nas mudanças

nos comunicarmos

sabermos das experiências e idéias
e descentralizar o giro da grana.

o país é enorme!

Amor
Fredyn
um aprendiz
bycho carpynteyro