FREDY - diário de um ato(r)

traduzindo
em edição

domingo, 12 de julho de 2009

AFIRMAÇÃO FIRMAÇÃO



Zé afirma, tem que ter o desejo.

Tem que ter.

Mas desejo para o teatro basta?
Pergunto de coração aberto.

O teatro pede toda a superação
-super-ação-
da nossa pessoa, do nosso ser, para um DOUM.
Abandonar, entregar e reassimilar coisas
não são tão simples;
são bem doloridas.
Assim é de se acreditar
que o desejo não sustenta.
Desejo do que?
de um lugar comum, bom, alegre?
Ele não está em um lugar desejado; ele está na ação.

“...Contra toda a prudência e o bom senso”

Essa peça poderia tratar do desejo, evocar os desejantes;
então escreveria aqui toda a força de ligação que tem a peça com o trabalho do qual sou amante – Dulcina - e que é uma continuação ou extensão, ou mesmo algo que faz parte da questão real que a peça traz no todo e que não sei explicar ou dançar por não saber o roteiro dela, ainda e etc.
Porém

Acredito,
-na impressão desses quatro dias-
a peça ou esse momento para montar,
não pedir o desejo.
Ela coloca em 'questão' o desejo.

“Dos teus desejos claros, a senhora entende,
do contrário não teria impulsos.
Cabra cega sem rumo.
Olho sem tato.
Tato sem vista.
Ouvido sem mão, nem olho
O próprio olfato
a parte mais decente de qualquer sentido
não pode se extraviar tanto assim!
Inferno! Rebela-te!”

Ela pára no valor do desejo.
Tanto que a atriz,
está a vagar pelos teatros,
pelos lugares,
vivendo seu vôo da busca e
da emoção das descobertas.
Nosso foco é seu foco;
e ele está no final da peça;
como teremos que começar.

Olhando o fato
Sem a época, a história
fica o encontro do teatro a ser feito e que será.
E assim devíamos partir,
é um chamado.

Sinto, senti,
muita falta da questão do entorno do Oficina,
do teatro de estádio,
até mesmo da universidade,
dentro da dramaturgia.
Mas se partimos do final como sub-texto,
o teatro que queremos e que será feito,
então pronto,
temos o primeiro estado nosso para atuação.
Se a peça , como diz Marcelo,
dá a impressão de ser de um grupo,
não parece ser um grupo 'de' teatro,
mas um grupo 'do' teatro.
A questão é :
qual teatro que queremos?
E daí descobrimos o teatro em que estamos.

Ao mesmo tempo o teatro que queremos,
que se 'deseja',
é o teatro que se precisa;
digo o teatro que 'se precisa',
no sentindo linguagem ou estética,
mas antes
de força para o que é o teatro,
-e que dará a linguagem e/ou a estética-,
de cada hora ter que estar e passar por lugares;
e como você carrega isso
contribuindo pra aquilo que se chama
TEATRO. Ter público. E enfim, Comunicar. Encontrar.

Assim senti para começar essa peça,
para esse mais que desejo
a 'coragem' de montar
essa peça que fala dessa formação
de auto elevação,
auto escalada sobre si mesmo.

Esse grupo pode ser mil ou seis,
mas o acordo comum é o trabalho
para o teatro,
eterno,
e daí sim todos se colocam,
e começa o jogo!

Toda a peça soa a fala da 'resistência'
pra essa coisa chamada Teatro.
E quem vive e coriféia e propõe o olhar sobre o teatro
é Cacilda.
É dela a nossa câmera-visão.
Ela foi. Esse impulso vis a tergo pegamos
E vamos com ela

Como se fosse uma imagem mais ou menos assim:
Existe
o Teatro.
Imagina a legião desse teatro vivendo-agindo coro!
E de repente
um indivíduo vai traduzir o teatro para aquele momento.
E quem desponta desse coro,
dessa legião,
desse qorpo-coro-santo que mantém o teatro
é
CACILDA,
poderia ser outras atrizes do teatro,
mas não
É
CACILDA!!!
Ela desponta-destaca dessa legião-qorpo-coro-santo
contínua com o teatro,
esse corpo-santo que vive o que ela caminha e percorre,
e vive de ser mesmo,
de ser CACILDA,
do coro de ser, prédios, outros personagens
que despontarão também dessa legião.

Por isso é uma peça de coro se fizermos o corpo se tornar santo mesmo.
De coragem de resistência por passar internamente o percurso da coriféia
representante de uma música já feita do teatro
e que revivemos não como um quadro
pra se emocionar com ele,

se identificar

mas pra agir sobre ele;

'sobre' no sentido de estar en-cima mesmo!
De pegar! De chegar!
É a peça do teatro que precisamos hoje.
É a peça que fala dos atores que precisamos hoje.
Ou que teremos amanhã.
De novo!!!!!

Não basta apenas atuar na peça
cumprir seu papel porque tem patrocínio ou qualquer outra coisa.
Realmente
É o princípio
E assim o movimento real pela busca do Teatro que se precisa,
se mostra depois do desejo...
Que é concreto,
basta olhar dia a dia a destruição do entorno do Oficina.
Que algo mexe.
É peça de universidades.
De cacildados, dulcinados, jacintados ou o que for
e pra rebelar-se contra os 'ados'...
mas como jogo.
Máscara. A luta é para o teatro hoje.
Mais que traduzir a peça belamente,
Buscar em expressão a ligação do teatro mesmo,
desse grupo.
Desse encontro.
Que então coloca o desejo em outro lugar
sai do indivíduo
e o desejo terá
que ser simplesmente
de se desejarem
Para fazer a escalada juntos.
Que seja esse nosso te-ato.
Assim colocaremos a peça de teatro num estádio,
pois a coriféia a música a íris
CACILDA,
veio desse qorpo-coro-santo .

Como quando ANA colocou e propos o cabra-cega,
porque a produção,
o líquem estava sendo feito na concentração.
A ponto dela despontar!!!
Ressuscitar!
Como vyu
Syl;
e é essa sacada que fará a peça ser de coro,
ser musical
de jogar de ser de estádio mesmo,
de universidades livres...
Ser leve e ser bela!

Não importa coletivamente, se pra mim é importante saber que algumas peças que CACILDA fez foi Dulcina quem fez primeiro...não importa...não importa!

O que importa
somos nós
passando por essa peça,
e passar por essa peça é buscar o teat(r)o novo,
de formar mesmo;
não escolarmente, universiotariamente...
Mas de predisposição pro TE-ATO mesmo.
Pra brincadeira. O nosso sério do teatro.
E não há concentração conquistada que irá morrer se for encontrada.
Não há cansaço que fará a cabeça falhar.
Pois o cansaço está no próprio teatro que deve ser superado.
Duzentas ou vinte páginas, 3.200 de altura
é a ligação que vai traduzir.
Então vamos traduzir e fazer o teatro hoje,
refleti-lo mesmo,
politicamente, artisticamente, moralmente...
é comilança.
uma revisão
uma parada no valor dos desejos.
A bifurcação da estrada da vida.
Qual teatro?

E cantar né (?)
esse prazer (!)

To apaixonado
de encontrar
uma peça que traduz
a luta a ser
e sendo
feita.
A peça da atriz
do atuador
que vai olhar o entorno.

Prosa de subtexto de um primeiro passo interno

Há a força do teatro, e o teatro hoje.

Morto?

MERDA

impressão prosa declaração de amor dessa leitura
com tudo de contribuição de todos pra entender
através de CACILDA!!!
esse agora
de volta de novo pro ninho
“Não é loucura
o que eu falo.(...)”
MERDA
Fredynho

aos companheiros de formação!
11/07/2009