FREDY - diário de um ato(r)

traduzindo
em edição

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Nossas diversas manifestações

Nossas diversas manifestações.

TeAto

CineAto

-Atos do Te-ato Móvel

AMORTA ato

leituras

treinamento do corpo do ator do Teatro do Rio de Janeiro

despertar de entre os mortos

-Abertura da Associação

-Dulcina DULCYNA

-Atos do Teatro Móvel

O Teatro Móvel, nasce do desejo de ocupações dos espaços fechados do Rio de Janeiro. Ato externo para a busca interior e do interior abri-lo.

Esses espaços se compõem de teatros abandonados pelo poder público e artistas, cinemas fechados, galpões etc.

Atos em suas fachadas.

Mas com a direção: os atos serão feitos em frente a espaços de importância histórica e cultural para a vida da cidade.

Dentro de cada especificidade dadas pelos espaços e sua necessidade dentro de tal região, serão vividos textos que comuniquem e representem o ponto de virada dos lugares.

A poesia para atos que englobam o cerne de estudos do Teatro Móvel que são:

1° desenvolver o espaço nu. Para ocupá-lo.

2° estudar na prática a nova e sutil inter-relação entre as tecnologias trabalhadas dentro dos espaços. Cinema Teatro Música. Essa tríade-síntese englobando subcategorias contribuem para a busca de uma nova finalização de arte.

A ocupação de um espaço vazio por pessoas cujas técnicas contribuirão para o preenchimento desse espaço, será o terreno onde essas próprias técnicas desaparecerão.

A idéia não é fazer um teatro de Rua.

Porque buscamos nosso espaço.

A idéia de Teatro Móvel não fica só para o movimento de ir a lugares. Mas de fazer um lugar ser muitos outros.

Nesse momento a opção por atuar em fachadas, é de incentivar e mobilizar as atenções.

Nosso te-ato busca a ligação do ator e dos presentes no ato para manter o estado poético carnavalesco lúdico, com as projeções-músicas, novos dados e dimensões; o desenvolvimento através dos pulsos sonoros do desenrolar de uma apresentação, de uma história e de uma outra forma de produzir, praticar, e participar dos dramas e tragédias poesias.

Praticar atos que dialogam com os lugares em que estarão sendo feitas as apresentações, atuando as arquiteturas da cidade, as tecnologias, de teatro, cinema, músicas, representará o desejo do grupo de ocupar espaços para abri-los e desenvolver com o público os atos. O passo seguinte, estar em um espaço em que o desenvolvimento de um ato, um objeto artístico possa ser acompanhado e praticado pelo público.

-O PRIMEIRO MOVIMENTO

As conexões - associações

De informações

Imagens e desejos

Para dar início a prática do grupo para o Teatro Móvel, iniciamos um Panorama de Análise, no teatro Dulcina nosso primeiro movimento de respiração coletiva.

Esse panorama é uma autópsia. Tocar o corpo. Autópsia do nosso corpo.

No teatro lembrado como Teatro Dulcina, que tem o nome na fachada como Teatro Regina, representa muitas coisas em uma coisa só.

Sendo ao mesmo tempo, um teatro abandonado é o drama do teatro.

Que na MORTA terá em tambores seu chamado de poeta pra salvação da MORTA.

Espelho da vida. Do corpo.

Dulcina de Moraes no ano de 2008 completa 100 anos de vida.

Dulcina é e foi uma mulher que agiu para o teatro, iniciando uma universidade no Rio de Janeiro, que foi construída em Brasília.

Ela como ícone aniversariante, nascente, que deu a vida pelo desenvolvimento da arte tomamos como ponto de partida e força de impulso para nossos movimentos, que é o de participar junto a uma gama de artistas a nossa renovação, o encontro, nosso jeito de atuar no Rio de Janeiro.

Destrinchar a cidade.

E para contar a luta do estudo e movimentação por uma veia estagnada-coagulada, mal cuidada, que leva como exemplo o teatro Dulcina, projetamos o panorama de análise, de A Morta de Oswald de Andrade, um poeta paulista mantinha relações poéticas com o Rio de Janeiro (No Rio de Janeiro, ele escreveu O Rei da Vela, peça montada 30 anos depois de ser escrita, pelo grupo teatro oficina. Uma das mais importantes montagens do teatro Brasileiro nos anos 60. Assim como escreveu o SANTEIRO DO MANGUE em resposta a dois poetas cariocas).

Deixamos que os quatro personagens da história A MORTA nos dêem seus corpos palavras significados para a nossa autópsia.

E para entendimento O Dulcina, a Cinelandia, o Rio de Janeiro.

Um entendimento sensorial, de sensibilidade, que desemboca em alegria, encontros, expressões;

A cidade será entendida como o lado de fora, o lado público de nosso corpo.

Montaremos o ato, que será o estudo e início da prática do Teatro Móvel.

O ator na relação com as tecnologias, os corpos.

Faremos a MORTA em frente ao Dulcina, tornando poética a reflexão de como poderemos atuar como artistas desenvolvendo trabalhos, tomando partido e exigindo do governo público e a FUNARTE, a atenção viva para a proposta de uma nova arquitetura, dinâmica para a abertura do teatro, seu lado estrutural, com a renovação da sala de espetáculos tornando-se um espaço, e não só um teatro.

E será ocupado.

Em sua ocupação nascerão as cenografias que disporá o público e as movimentações.

Cenografia que virá do corpo dos atores, suas demandas.

-ATO A MORTA

cortejo

DESEJO

Sem a ambição de finalizar uma idéia, fundar um tribunal;

Um formato cênico ou impactante.

Simplesmente começaremos através de A MORTA o estudo do grupo, a prática.

Para abertura dos abcessos fechados, corpos-espaços.

Na atuação.

No cortejo, onde o bloco expõe seus desejos através da música e da alegria do encontro, do lúdico, da invenção.

Faremos um ato, que começa na definição da data.

E então se darão muitos atos, afim de alcançar uma data de abertura, que é a primeira exposição das idéias no panorama de analise, dos nossos movimentos.

Um grilo na minha tela de computador.

Não sai.

Sopro e sopro. Ele fica.

É Oswald de Andrade:

O Brasil é um grilo. Um grande grilo.


COMEÇO

ENCONTRO

Terão a coragem de se encontrar.

De saber falar suas coisas através de uma música.

Juntos.

Sairão pela praça, com suas sirenes.

Seu estandarte da OUTRA/BEATRIZ puta dos mistérios gozozos, fudidamente bela.

A sirene de ambulância faz o carnaval ser bloco eletrônico ambulante, móvel.

Cheio de personagens.

Ao chegarem em frente a MORTA,

o espaço Regina silencía o cortejo.

Pulso interior.

Andando no silêncio sozinhos, mas ali um com o outro não conseguem entrar no teatro.

É tudo delicado.

Corpos vazios, prontos, preparados,

corações badalando...

Todos olham todos.

Vem a tinta.

Trazida pela cenografia.

É tudo simples e claro.

A porta é pintada de branco.

Pulso interior.

Ouvidos na cidade.

Prosas.

E silêncio.

A porta fechada de nós está sendo clareada.

Porta pintada de branco.

Devemos abrir a porta?

O que tem por trás da porta?

A metralhadora, uma girafa?

Tapete banco estendido de tinta na parede e no chão estendido e desenrolado o nosso chão branco das clarezas sujas de Bachelard.

Cenário vazio.

Corpos tomam o lugar com a maioria.

Se afastam.

O vazio vai trazer algo.

A parede recebe a nossa entrada digital.

Uma porta digitalizada filmada luz, se abre.

Entramos no corpo fechado da cidade e das nossas cavernas.

Atenção!!!

Nosso interior está exteriorizado.

É UM PANORAMA DE ANÁLISE.

Entra o Hierofante...